Benefício

  • Utilizar o biogás de Aterro Sanitário como fonte limpa de energia elétrica.

A Gaseificação

A gaseificação é uma tecnologia interessante para a geração de energia:
– A gaseificação é também chamada de combustão estagiada ou combustão incompleta, já que gás produzido será queimado numa etapa posterior (caldeira e motogeradores);
– A distribuição (transporte) é mais fácil, devido ao produto final ser um gás combustível, o mesmo pode ser transportado através de tubulações para grandes distancias, sem a necessidade da construção da usina no local de consumo;
– Controle facilitado;
– Combustão limpa, pois a grande parte das impurezas (material particulado) é removida do gás por ciclones;
– Combustão mais eficiente, facilidade na mistura ar-combustível, assim como no fornecimento da quantidade ideal de ar necessária para a queima do gás de síntese;
– Geração de energia: o gás produzido pode ser aplicado em ciclos de potência a ar, ou mesmo em ciclos combinados, com eficiência mais elevadas que aquelas conseguidas com a queima direta do combustível em ciclos Rankine;
– Há a possibilidade de síntese de compostos químicos: p.ex. nitrogênio para fertilizantes, diesel e combustíveis líquidos pelo processo Fisher Tropsch;

A gaseificação pode ser definida como oxidação parcial, à elevada temperatura 500 °C – 1400 °C e pressão variável (atmosférica a 33 bar), de material carbonáceo sólido ou semissólido (biomassa/madeira, resíduos, carvão, etc.), em um gás combustível (gás de síntese, principalmente H2, CH4 e CO) (Morrin et al., 2011; Hernández, Ballesteros e Aranda, 2013).
Durante a gaseificação, o produto principal é um gás combustível composto de CO, CO2, H2, CH4, traços de hidrocarbonetos pesados, água, nitrogênio e várias outras substâncias – pequenas partículas de coque, cinza, alcatrão, ácidos e óleos, que são consideradas contaminantes (Bain, et al. 2002).

A composição desse gás de síntese varia em função do tipo de biomassa e do processo de utilizado. Os processos de gaseificação mais simples utilizam o ar como agente gaseificante, neste caso o uso de ar, ao invés de oxigênio, cujo alto valor de mercado inviabiliza esta prática, pode reduzir o poder calorífico do produto gasoso devido à presença de dióxido de carbono e nitrogênio (Ahmed e Gupta, 2012).
O processo de gaseificação é composto por reações complexas, ainda não inteiramente conhecidas (Blasi, 2000; Cenbio, 2002; De Oliveira, 2008; Fonseca, 2009; Morrin et al., 2011), porém pode ser simplificado em três etapas principais: a etapa de secagem, a etapa de pirólise e a etapa de gaseificação, em que ocorre a oxidação parcial dos resíduos e gases voláteis produzidos na etapa de pirólise (Anis e Zainal, 2011).

Porque fazer?

  1. Valorização financeira do Aterro Sanitário.
  2. Melhorar a fonte de energia renovável na matriz energética brasileira.